Este blog foi criado para relatar as situações de assédio moral vivenciadas durante os 21 anos em que atuei como educadora na Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto.

Através dele, publicarei documentos e relatos sobre as ações das pessoas que destruíram projetos benéficos para uma comunidade e a minha carreira de funcionária pública.

Neste espaço, também divulgarei informações para que outros trabalhadores possam compreender o que é o assédio moral, como agem os assediadores e como defender-se de suas ações destrutivas.

Se você também sofreu situações de assédio moral, envie o seu relato. Vamos trocar informações e discutir formas de evitar que outros educadores passem por situações semelhantes!

21 de fevereiro de 2014

Biblioteca da Escola Municipal Paul Percy Harris



O projeto da Biblioteca Comunitária foi elaborado pela diretora 2006-09, Débora Malacario, apoiada pela coordenadora 2006-07, Andréia Furtini e, posteriormente, pela Coordenadora 2008-09 Myllena De Marchi. Mais de 90% dos livros arrecadados foram provenientes de campanhas de Rotary/Rotaract e Interact Clubs do Distrito 4480, Clubes do Rio Grande do Sul, Canadá (através de uma ação da FATEC de Rio Preto) e Inglaterra.

Desde o início, líderes comunitários e funcionários públicos de outras repartições que atuavam no bairro, aderiram à ideia, por considerarem a necessidade de oferecer atividades sadias à população do Parque da Cidadania.

O psicólogo Rafael, do CRAS, a gerente da UBSF, Luciana, a presidente da associação do bairro, Dalete, a coordenadora pedagógica da escola Andréia Furtini da Silva, o voluntário Juarez do Nascimento, entre outros colaboradores, participaram das primeiras reuniões. O voluntário Juarez do Nascimento elaborou até um cartaz para o projeto.

Os Rotary Clubs do Distrito 4480 aderiram imediatamente à proposta, atendendo ao pedido da diretora Débora, também rotariana e começaram a fazer as primeiras doações: Dr. Rubens Santana Thevenard, Sr. Celso Luiz Desidério Junqueira, Sr. Jorge Humberto D'Amico e o  Sr. Roberto Matioli.

Era um dia chuvoso, mas o rotariano Franz Zimmermann, do Rotary Club de Ariranha, não mediu esforços para trazer uma camioneta cheia de livros para a Biblioteca Comunitária. Alunos, funcionárias, a diretora Débora e a coordenadora Myllena ajudaram a descarregar a doação.

A inspetora de alunos Rosemar ajudou muito, tanto neste dia como posteriormente, na organização desses livros, assim como os alunos que colaboraram no transporte dos livros.

Mais uma doações vieram através do companheiro João Alberto Cordeiro, do Rotary São José do Rio Preto e Companheira Márcia Pessoa, do Rotary SJRP Novas Gerações. O rotariano Geisler Bosso, do Rotary SJRP Alvorada, visitou a Biblioteca e entregou mais uma doação de livros do seu clube.

Com o objetivo de estimular a realização de um projeto de leitura específico para as 8ªs séries, a diretora Débora solicitou uma doação de 40 exemplares do Livro "O Diário de Anne Frank" ao rotariano Geisler Bosso, da Vilage Marcas e Patentes, e foi prontamente atendida. O representante da Vilage Marcas e Patentes, a diretora Débora, a coordenadora pedagógica Myllena Barbosa de Marchi Gobbi e a professora Stael Maria de Grandi, que sempre acompanhou as atividades da direção da escola.

Em reunião do Rotary SJRP Norte, recebemos uma homenagem pela iniciativa do Projeto Biblioteca Comunitária, além de mais uma doação do Rotaract Norte. Com o incentivo do governador José Luiz Sanches Vargas, do Distrito 4480 de Rotary International, e de sua esposa Maria Lúcia, também professora, o Rotaract Norte fez a doação de 30 atlas de geografia para a escola, além de outros livros arrecadados em campanha realizada por aquele clube de jovens.

Quem não se lembra de todos os funcionários da escola completamente envolvidos na classificação dos livros? Todos queriam colaborar e o clima era de completa harmonia! Gente que trabalhou muito, muito mesmo, para que a biblioteca se tornasse realidade: Aleandra, D. Cleuza, D. Idalina, Evandro, Saulo e a coordenadora Myllena.

Myllena e o vigia Sr. Luiz, separaram material descartável das doações, para converter em fundos para livros novos. Ninguém se preocupou com poeira ou esforço físico. Éramos movidos por um ideal! Na época, D. Idalina já tinha mais de 70 anos. Você acha que existe idade para ter ideais e para ser útil às outras pessoas? Sempre seremos gratos pelo exemplo e dedicação desta mulher maravilhosa!

O estagiário de informática Bruno Scramin, sempre tão colaborador e comprometido com os projetos da escola, também deu muitas colaborações por aqui.

Aos poucos, as prateleiras foram ficando cheias com as doações. E foram chegando mais e mais, aponto de podermos doar livros para outras instituições! Rotarianos do Rotary SJRP Alvorada, RC SJRP Sul e do Rio Grande do Sul, em visita à nossa biblioteca. Interactianos e rotariana de Guapiaçu visitaram a escola.

Alunos da Escola (Welligton e Ullemberg), ajudaram a descarregar a doação de livros do Interact de Guapiaçu. Nossos alunos Herick, Ullemberg e Wellington, apreciavam um os livros doados.

Jovens do Interact Club Novas Gerações apresentavam com orgulho, os livros adquiridos através de campanha realizada pelo seu clube e realizam palestra sobre liderança. Os alunos Guilherme Camilo e Elizeu apreciavam os livros de literatura novíssimos, doados pelo Interact Club SJRP Novas Gerações.

Interact Club SJRP Novas Gerações atenderam ao pedido do Professor Jhonny e completaram os 40 atlas de geografia. Doação de livros do Rotary do Canadá, intermediados pelo Rotary São José do Rio Preto Norte e pela Faculdade de Tecnologia de Rio Preto - FATEC.

Um Mutirão para organização da Biblioteca Comunitária. O presidente do Rotary Club SJRP Sul, Olívio Carlos de Almeida e alunos da escola participaram em conjunto com os rotarianoss: Nelson Ohno, também vereador, a diretora Débora, Olívio Carlos de Almeida, presidente 2009-2010 do Rotary Club São José do Rio Preto Sul. Ao fundo, nossa funcionária Aleandra, que sempre se dedicou muito à escola.

O rotariano Breno Mielli também participou do mutirão e deu muitas orientações aos alunos. Doação de computadores para a Biblioteca Comunitária, realizada pelo Rotary Club São José do Rio Preto Sul, em parceria com a UNESP. Destaque para a constante presença da secretária municipal Duda Laguna e dos governadores de Rotary nos eventos da escola.
A nossa luta para transformar a biblioteca da Escola Municipal Paul Percy Harris em um espaço comunitário foi árdua, porém vã. Conseguimos a instalação de uma porta que se comunicava diretamente com a área externa da escola, para que a comunidade pudesse acessar a biblioteca sem ter que entrar na escola, porém não conseguimos um funcionário para o atendimento. Antes de sair de férias, tomei as últimas providências em relação à biblioteca.

Em meados de setembro de 2009, ainda em férias, participando de um intercâmbio do Rotary, soube que havia sido afastada da direção da escola através do email de uma professora e de mensagens de alunos no orkut.

Em nenhum momento tomei ciência do fato através de algum documento emitido pela Secretaria Municipal de Educação. Ao retornar das férias, apresentei-me na escola para retomar meu cargo de professora de Educação Física.

Logo após o meu afastamento da direção da escola, a diretora recém admitida por concurso Marisa Ribeiro e a coordenadora pedagógica Juliana Vargas Passarini, encaminharam à Secretaria Municipal de Educação um documento assinado por professores e alunos, EM FOLHA DIVERSA À LISTA DE ASSINATURAS, como manifestação de apoio ao trabalho realizado por ambas naqueles dois meses, considerando como mérito das mesmas, entre outras coisas, o funcionamento da biblioteca.

O documento foi protocolado em 12 de novembro de 2011 (coincidentemente o mesmo período em que as mesmas realizaram uma série de acusações sobre a minha atuação na direção da escola, que desencadearam a instauração de uma comissão de diligência).

É interessante observar que eu já havia retornado das férias e que, como docente da escola, esse documento não me foi mostrado e não me foi solicitado assinar tal manifestação de apoio. Tal fato ocorreu nas minhas costas e com o objetivo de minimizar a importância do meu trabalho na escola.

Vale ainda salientar que a coordenadora pedagógica Juliana Vargas Passarini estava na escola há quatro meses e a diretora Marisa há apenas dois.

Não há registros de atendimento à comunidade no período em que ambas permaneceram na escola, ou seja, até dezembro de 2009, quando solicitaram remoção.

Durante o período em que ambas permaneceram na escola, em momento algum fui procurada para fornecer-lhes informações sobre o projeto da biblioteca comunitária.

No ano de 2010, assumiram a gestão da escola a diretora Maria Luiza da Silva Borges e o coordenador pedagógico Osvaldo Luiz Bauch. No blog da escola, elaborado na época, não há nenhuma menção sobre o trabalho realizado pela equipe da escola durante o período 2006-2009. Ambos também atribuem à sua gestão o funcionamento da biblioteca. Pelas fotos, percebe-se que não há muita diferença entre as condições desse espaço em 2010, comparando-se com o estado em que foi deixada em 2009, quando houve o mutirão de organização realizado pela equipe escolar, membros do Rotary Sul e alunos.

A manutenção da biblioteca se deve, em grande parte, à professora Angela Perozin, professora readaptada, que realizava este trabalho desde 2009, quando começou a fazer o tombamento dos livros.
Tentei apresentar a proposta inicial da biblioteca à diretora, porém a mesma não se interessou em me ouvir. Não há registros de que a comunidade tenha usufruído da biblioteca neste período.

No ano de 2013, procurei a coordenadora pedagógica Samira Cristina Daas Santos, para tentar falar sobre o projeto da biblioteca comunitária. Minha intenção era pedir que fosse apurado o desaparecimento de vários livros da biblioteca, entre eles alguns das coleções vindas do Canadá. Também pretendia solicitar que o projeto da biblioteca comunitária fosse retomado.

Fiz algumas doações de livros.

A coordenadora disse que ia me ouvir, porém não poderia fazer nada porque não pretendia permanecer na escola. Alguns dias depois, após um desentendimento entre o professor responsável pelo programa mais educação na escola e eu, por causa de uniformes da fanfarra que não haviam sido devolvidos ao lugar onde eram guardados, um novo documento com acusações foi elaborado, porém sem que eu fosse ouvida e tivesse o meu depoimento registrado.

Neste documento, o professor Diego Mahfouz Faria assume ter mandado abrir o armário do depósito de materiais de Educação Física sem a minha presença, alegando ter encontrado o livro de tombamento da biblioteca no armário.

Em momento algum tive a oportunidade de conversar com a diretora da escola Paula Regina Pereira sobre o ocorrido, apesar de ter tentado por mais de um mês que a mesma fosse até o local para verificar os materiais que lá se encontravam.

No período das férias, o espaço havia sido remanejado pela supervisora de ensino Elza de Araújo Goes, e em nenhum momento minha presença foi solicitada para prestar quaisquer esclarecimentos ou informações.

As acusações foram encaminhadas à Secretaria de Administração e anexadas ao processo administrativo que já havia sido instaurado, mesmo não sendo matéria do mesmo.
Nota: anexei apenas as partes do documento que se referem à biblioteca. O documento na íntegra será publicado oportunamente. A idéia é mostrar como se constrói a rede de intrigas com a finalidade de destruir a moral da pessoa assediada. A supervisora Elza nunca conversou comigo sobre qualquer assunto relacionado à Escola Municipal Paul Harris.

Em momento algum fui solicitada pela equipe gestora do ano de 2013 a dar qualquer informação, pois jamais me consideraram como alguém que pudesse dar alguma contribuição com a experiência de ex gestora.

Um comentário:

  1. Eu aprendi muito cedo com uma Diretora de Escola, que tudo o que fazemos devemos registrar, e é isto o que vejo aqui Débora, a sua história e de tantas outras pessoas tem registro, tem fotos, tem documentos, tem IDENTIDADE. E mais uma vez se prova que "QUEM SABE FAZER, FAZ E FAZ BEM FEITO"... e é bem ai que passamos a incomodar, porque os "HOMENS DO PODER" só sabem tapar buraco para dai um tempo voltar lá e tapar novamente. Sabemos a importância que uma biblioteca tem para uma ESCOLA E SUA COMUNIDADE, e não se constrói um espaço assim em um dia... SÃO MUITOS DIAS, QUE SOMADOS SÃO MESES E ANOS... ESTE TRABALHO ENVOLVE TEMPO E GENTE... GENTE DE BOA VONTADE.... E MAIS DO QUE UM ATO DE CIDADANIA É UMA "ATITUDE DE DELICADEZA"... E COMO ISTO INCOMODA... E SE AO CHEGAR JÁ ESTIVER FEITO, SE PENDURA UMA PLAQUINHA E DÁ-SE O NOME E O LABOR A QUEM SE QUER... MAS FELIZMENTE FOTOS NÃO SE APAGAM COM BORRACHA E MUITO MENOS COM "CANETA". Ps. aquela mesma caneta que assinou a nossa demissão.

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